A Escola Municipal de Ensino
Fundamental Terezinha de Jesus levou ao desfile cívico em homenagem as
comemorações pela Independência do Brasil um pouco da cultura inicial do município
de Parauapebas. No evento a escola mostrou um pouco das principais
características dos povos Xikrins do Cateté que foram as primeiras etnias
encontradas na região.
Algumas informações sobre a etnia
Os índios Xikrin
Kayapó ou Mebengokré Xikrin, ou seja, “gente do buraco d’água” ou “gente da
água grande”, referindo-se aos rios Tocantins e Araguaia, vivem na TI Cateté,
com extensão 439.150ha, contígua às flonas Carajás, Tapirapé-Aquiri e
Itacaiúnas, na região de Carajás, municípios de Parauapebas e Água Azul do
Norte, Pará, Brasil, com acesso rodoviário pela PA 279 que liga Xinguara a São
Felix do Xingu. Além da autodenominação mebengokré, os Xikrin costumavam
denominar-se Put Karôt, tendo o nome Xikrin surgido do modo como outro grupo
kayapó, os Irã-ã-mray-re, hoje extintos, os chamavam. Os Xikrin falam a língua
Kayapó (ou Mebengokré), da família lingüística Jê, tronco lingüístico Macro-Jê.
Os
Xikrin, como a maioria dos subgrupos kayapó do sudeste do Pará, apesar do
acesso aos bens de consumo da sociedade envolvente, ainda preservam sua língua
e cultura. Atualmente vivem em 3 aldeias: Cateté, Djudjêkô e O-odjã, com uma
população de cerca de 1.015 índios. Em 1982, nos primórdios da implantação do
Projeto Ferro Carajás, a população dos Xikrin era em torno de 280 indivíduos.